Sou professor de Jiu Jitsu e artes marciais desde 1993. Descobri o Jiu Jitsu em 1990, mas já praticava Capoeira desde 1987.
Comecei a ensinar na cidade de S. Pedro da Aldeia, RJ, onde vivi por alguns anos. Em 95, recebi convite para ensinar em Laranjeiras, cidade do Rio de Janeiro, para onde retornei.
Em 97 expandi meu trabalho para Juiz de Fora, MG, onde lecionei por 3 anos. Em seguida voltei ao Rio mas dei uma pausa nas aulas e me dediquei a treinar, competir e organizar eventos esportivos. Em 2003, emigrei para a Europa e fundei a equipe Rio Grappling Club na Inglaterra, dentro da SOAS Universidade de Londres.
Hoje viajo pelo mundo dando palestras e seminários, com foco na Europa. Para saber mais sobre minha carreira no esporte, veja meu perfil, resultados e biografia abaixo.
Roberto Atalla
Perfil
Nome: Roberto de Moraes Atalla
Nascido no Rio de Janeiro, Brasil
Altura: 179 cm
Peso: 79 kg
Treinando Jiu-Jitsu desde 1990, recebi a faixa preta de Sérgio Souza em 98 e em 2004 fui diplomado professor primeiro grau pela CBJJ (IBJJF).
Resultados Mais Importantes
Jiu Jitsu
2007 Europeu (Campeão, faixa preta master, -79 kg)
2006 Sulamericano (Segundo lugar, faixa preta master, -79 kg)
2000 Panamericano (Segundo lugar, faixa preta, -73 kg)
99 Mundial (Segundo, faixa preta, – 79 kg)
99 Panamericano (Segundo, faixa preta, – 79 kg)
99 Brasileiro (Segundo, faixa preta, – 79 kg)
98 Estadual do Rio de Janeiro (Campeão, faixa marrom, – 79 kg)
97 Mundial (Campeão, faixa marrom, – 73 kg)
97 Brasileiro da Super Liga (Campeão, faixa marrom, – 73 kg)
97 Brasileiro de seleções estaduais (Campeão, faixa marrom, – 73 kg)
97 Estadual do Rio de Janeiro (Campeão, faixa marrom, – 73 kg)
96 Mundial (Matleta mais técnico, faixa roxa)
96 Mundial (Campeão, faixa roxa, – 97 kg)
96 Mundial (Campeão, faixa roxa, Absoluto)
95 Brasileiro (Segundo, faixa roxa, – 97 kg)
95 Brasileiro por Equipes (Segundo, faixa roxa, Absoluto)
95 Seletiva Brasileira de Jiu-Jitsu (Campeão, faixa roxa – 79 kg)
94 Brasileiro (Campeão, faixa azul, -79 kg)
Judô
99 Estadual do Rio de Janeiro (Segundo, faixa verde, -81 kg)
99 Rio de Janeiro por Equipes (Terceiro, faixa verde, -81 kg)
99 LI Copa Budokan (Campeão, faixa verde, – 80 kg)
99 Copa Beneméritos do Rio (Campeão, faixa verde, -81 kg)
98 Estadual do Rio de Janeiro (Campeão, faixa verde, -81 kg)
98 Rio de Janeiro por Equipes (Campeão, faixa verde, -81 kg)
98 Copa Beneméritos do Rio (Campeão, faixa verde, -81 kg)
97 Estadual do Rio de Janeiro (Terceiro, faixa verde, -81 kg)
97 Rio de Janeiro por Equipes (Terceiro, faixa verde, -81 kg)
Grappling (JJ Sem Quimono)
2009 I Rio Grappling Cup, Livorno, Italia (Campeão, -84 kg)
2005 Dutch Grappling Cup, Ede, Holanda (Campeão, -82 kg)
2003 KSBO, Nottingham, Inglaterra (Segundo, -76 kg)
2003 Britânico de Grappling (Campeão, -76 kg)
Sambô
2003 Britânico de Sambô (Campeão, -74 kg, -82 kg)
MMA (Vale Tudo)
2004 FCFN1 Portsmouth, Inglaterra (regras UFC, 3X10 mins, empate)
Números totais (de 91 a 2009, atualizado em 05/2009)
160 vitórias, 1 empate e 32 derrotas (apenas quatro por finalização).
52 medalhas de ouro, 12 de prata e 8 de bronze.
Biografia
Roberto Atalla sempre foi, desde cedo, fascinado pela prática esportiva e seus benefícios. Entretanto, o futebol, que todo brasileiro adora, nunca o cativou. Aos 14 anos, encontrou sua paixão no surf. Dois anos depois, descobria a capoeira e só aos dezenove iniciava-se no Jiu Jitsu.
A disciplina de treinamento aliada ao entusiasmo permitiu que Roberto “Risada” assimilasse os fundamentos da arte suave quase tão rápido quanto o apelido que ganhou dos amigos de academia.
O começo da carreira foi na Gracie Barra. Risada tinha aulas com Jean Jacques Machado, Roberto “Gordo” Corrêa e Helio Moreira, o Soneca. Duda, Leandro, Big Head e Vinícius Draculino eram alguns dos bons treinos que Risada jamais esqueceria.
Em 1992, Roberto Atalla morou na Califórnia e aproveitou a oportunidade para treinar três meses na academia de Rickson Gracie. “Até hoje lembro como isto foi fundamental para mudar minha visão do Jiu-Jitsu. Rickson é com certeza o lutador mais completo que conheci”, afirma o campeão.
De volta ao Brasil, em 1993 Risada começou a participar de competições incentivado por Renzo Gracie. Treinava na Barra enquanto freqüentava as aulas de Renzo, na Hípica (Lagoa) primeiramente, e depois na Gracie Ipanema. Os resultados não demorariam a aparecer. Em 94, Roberto foi campeão brasileiro na faixa azul, tendo vencido a Copa Akxe e campeonatos em Niterói e interior do estado. Em 1996 ele foi promovido à faixa roxa e começou a fazer judô três vezes por semana, já com dois ouros no mundial de 96.
Foi o primeiro Campeonato Mundial de Jiu Jitsu da minha categoria. A recompensa por muito suor e determinação foram duas medalhas e o título de atleta mais técnico da faixa-roxa. Com 76kg, Risada venceu a categoria até 97kg e o absoluto, superando atletas de expressão como Vítor “Shaolin” Ribeiro e José Mario McCord, o Esfiha.
Foi quando Roberto sentiu o peso de se acomodar. Vieram a derrota e a necessidade de treinar mais forte na faixa marrom. “Passei a fazer preparação física e judô diariamente. Renzo já tinha ido a Nova York quando fui desclassificado do Brasileiro de 1996 por Carlos Gracie Jr. após vencer na semifinal”, lembra. Após o episódio, decidiu se desligar da Gracie Barra.
Risada decidiu então treinar com Murilo Bustamante e Sérgio “Bolão” Souza. “Além de demonstrarem qualidade técnica indiscutível, a academia dos dois à época tinha a melhor equipe de faixas-marrons de todas, com atletas como Marcelo Herz, Pedro Duarte, Aaron Roischmann, Ângelo e tantos outros”, ressalta Risada, fazendo questão de dizer que seria difícil citar todos, pois qualquer esquecimento seria uma grande injustiça.
Bem adaptado em 97, Atalla venceu o Brasileiro da Superliga, o Brasileiro de Seleções em Brasília (DF), sem esquecer das atuações de destaque em campeonatos de judô a nível estadual. No segundo Mundial, o faixa-marrom chegou tão bem preparado que, ao vencer a semifinal, só precisou incentivar o parceiro de equipe Pedro Duarte para comemorarem juntos o título da categoria.
As vitórias prosseguiram no ano seguinte, tanto no Jiu Jitsu como no Judô. No Mundial de 98, no entanto, não conseguiu seu maior objetivo, empatando na primeira luta e sentindo-se prejudicado pela arbitragem. Mas em outubro, seria promovido a faixa preta, e a preparação para o Brasileiro de 1998 incendiava o Rio de Janeiro.
Seu primeiro grande desafio foi encarar logo na primeira luta nada mais nada menos que o astro Antonio “Nino” Schembri, considerado um dos cinco melhores lutadores de Jiu-Jitsu da década de 90. Sua primeira luta no Brasileiro seria uma das lutas mais difíceis de toda a carreira. “Me desdobrei para conter o ímpeto do ‘Twister’ e encaixei um leglock que estalou e o tirou da competição. Mas Elvis Schembri foi guerreiro e não bateu, e ainda passou minha guarda vencendo por 3 a 0”, relembra com emoção. Numa época que Schembri costumava fazer 15, 20 pontos nos adversários, quando não os finalizava rapidamente, foi um resultado mais do que satisfatório. “Saí feliz por ter me superado, mesmo que não tivesse superado aquele grande adversário”.
Chegou o ano de 1999, e com ele uma maior regularidade mostrada pelo atleta. Ficou em segundo no Mundial, no Brasileiro e no Panamericano de Jiu Jitsu. Risada venceu ainda torneios de judô, mas ele não estava satisfeito, como ele conta: “Eu queria o ouro, sempre foi meu objetivo ser o primeiro no meu peso, e 2000 seria o ano chave para isso”.
Seria, pois com a perda do pai em julho, e depois o rompimento dos ligamentos cruzados, a rotina de vitórias foi forçosamente interrompida. Em 2000, Risada continuava a lutar, erradamente adiando uma operação da qual não escaparia.
Seu joelho não suportaria o desgaste intenso das lutas e em Agosto de 2000, foi realizada a cirurgia nos ligamentos.
Em 2003, agora focado no ensino do esporte, Atalla mudou-se para a Europa buscando novos horizontes e fundou na SOAS Universidade de Londres o Rio Grappling Club.
Após ensinar em Londres por quase dois anos, Roberto agora concentra esforços na expansão de sua equipe e hoje se encontra viajando pelo mundo e promovendo a prática da arte suave.
Texto por Marcelo Dunlop
